Stafford House em Toronto – Parte II

Oi, pessoal! Quando eu cheguei em Toronto, com umas duas semanas eu fiz uma publicação sobre a Stafford House em Toronto e muitas pessoas chegaram até mim devido aquele post, acredito que pelo mesmo motivo: ninguém encontra mais nenhum relato sobre a escola. Por isso, eu decidi vir aqui e escrever outro material atualizado com a maioria das perguntas que eu recebi nesses tempos. E você pode ler a minha primeira impressão da escola clicando aqui (é bem importante você ler esse primeiro relato também).

Vou separar as informações em tópicos para facilitar a compreensão de vocês! 😊

PS: antes de responder essas questões, tenho que falar que quando você entra na Stafford cada nível pode ser feito em 8 semanas. Como eu iria ficar esse tempo, preferi começar e finalizar com êxito um único nível ao invés de fazer “um pouco de um e um pouco de outro”. E, como eu pretendo continuar meus estudos no retorno ao Brasil, ficaria mais fácil para entrar em um curso regular de inglês. Assim, eu só fiz um nível e foi curso regular de inglês – se você vai fazer curso preparatório para IELTS, business ou outro tipo, pode ser que suas dúvidas não sejam respondidas e eu não saiba respondê-las. 😉

 

Sobre a estrutura

A estrutura da Stafford House em Toronto é ótima, nova e limpa. Pelo que eu entendi, lá funcionava outra escola de inglês, foi reformado e abriram em março desse ano. Os tamanhos das salas são variados, tem salas maiores e outras menores – então depende da quantidade de alunos de sua turma. Eles falam que o máximo de alunos em cada sala no site são 15 alunos, eu já vi uma sala com 16. Mas não passou disso, foi realmente o máximo, eles dividem em turmas – geralmente criam mais de uma sala de um mesmo módulo para dividir os alunos.

Como falei no outro post, temos uma sala comum que tem alguns sofás, cadeiras, mesas e micro-ondas (para os alunos esquentarem seu almoço e fazerem suas refeições). Acredito que essa sala comum poderia ser um pouco “maior”… nas minhas últimas semanas, como a Stafford House estava muito cheia, eu reparava que esse espaço estava sempre lotado e as vezes, pessoas não arrumavam espaço para sentar. Mas acho que isso vai oscilar sempre, porque haverão momentos que a escola estará mais cheia e outros não (depois me contem o que vocês acharam disso.)

Tive notícias de que a escola irá alugar um outro andar para acomodar melhor os novos alunos – porque realmente estão chegando mais e mais alunos a cada semana. Não tenho certeza se isso é verdade, ouvi rumores de outros alunos. Se você estuda na Stafford House em Toronto e isso for verdade mesmo, me conta nos comentários que eu fiquei curiosa para saber!

 

E brasileiro… tem muito na Stafford House?

Sim!!! Muito! Se você olhar no site as 5 maiores nacionalidades que estão presentes, uma delas é o Brasil. E o que eu achei disso? Bom, eu acho que isso não interfere em nada se você não quiser (não me julguem, mas é a minha opinião).

Mesmo que tenham outros brasileiros, acredito que todos os alunos tenham um mesmo objetivo em comum: aprimorar o idioma. Seja em um curso geral de inglês, para negócios, para provas ou qualquer outra afinidade. Os brasileiros falam português com outros brasileiros? Sim, mas somente se os “dois lados” da moeda deixam, sabe (e eu duvido que você encontrará uma escola nesse mundo onde não tenha mais nenhum brasileiro ou que os brasileiros não falam português de jeito n e n h u m. 😝). Fiz amigos na escola que, mesmo sendo da minha nacionalidade, a gente preferiu falar inglês 90% do tempo – somente falávamos português quando não sabíamos um termo ou quando realmente a situação apertou. Já tenho uma outra amiga que a gente só nos comunicamos em português mesmo. E eu acho que isso não me atrapalhou, porque no resto do tempo eu tentava aprender de outras maneiras: manter contato com outras nacionalidades, escutava músicas, lia textos, estudava conteúdos na internet etc.

Então, na minha opinião, a quantidade de brasileiros só vai prejudicar seus estudos se você deixar – e não acho que seja culpa da escola, porque eles fazem a parte deles de pedir para os alunos falarem somente em inglês, incentivam a comunicação em inglês e etc. 😉 E assim, não tem como eles proibirem uma nacionalidade na escola, né? Se tivesse, seria muito interessante. Eles tentam dividir a quantidade de alunos de cada país nas salas mas, quando se tem muitos alunos de um determinado país, você vai acabar tendo colegas brasileiros. Só acho que, em algum momento, seria adequado eles não receberem mais alunos, porque apesar de que o espaço seja muito agradável, uma hora as salas ficarão lotadas (apenas opinião).

Acho que dessa maneira, cada um tem que tentar tirar o melhor proveito da situação e tentar fazer amizade com outras nacionalidade – eu vi muitas turminhas formadas somente por brasileiro, isso também não ajuda! Uma dica legal é incluir alguém de outra nacionalidade, assim, mesmo que tenha um grupo de brasileiros reunidos, vocês terão que falar inglês para se comunicar com todo mundo – ninguém merece ficar boiando nos assuntos, né?

Me perguntaram também quantos brasileiros tinham na minha sala e é uma pergunta bem difícil de responder porque a rotatividade dos alunos é alta. A cada semana novos alunos chegavam, outros saíam, então dependia muito.

 

Sobre o material

Os livros utilizados nas aulas de inglês regular são o da Oxford (segue foto abaixo. Não achei foto de todos os livros, mas eles trabalham desde o livro 0 até o 6). No primeiro dia de aula, após fazer o teste oral, você saberá qual será o seu nível. Após isso, é só ir na secretaria, pagar a taxa de $80 dólares e retirar seu livro (essa taxa é devolvida ao final do seu curso se você devolver o livro em boas condições e sem escrever nele, por isso eu indico ter um caderninho para suas anotações em sala de aula!)

stafford-house-em-toronto

Eu gostei muito desse livro porque tem unidades separadas por assuntos, cada unidade tem gramática, vocabulário, exercícios de audição, conversa e pronúncia (mas esse de pronúncia a gente não fazia, acho que só fiz em 2 aulas durante todo o período que eu estudei na Stafford). Além disso, a parte de gramática tem uns exercícios no final do livro pra você ir treinando… eu acho excelente, porque pra mim, gramática você só aprende se você aplica e vê como que funciona na prática.

 

Sobre a faixa etária

Não reparei se a escola possui uma faixa etária mais predominante – já vi alunos de 16 anos até os 50. Acho que, se for analisar os dados de cada aluno, chutaria que a maioria dos alunos seriam de 22 até 35 anos.

 

Como são as aulas/métodos/professores

É um tópico delicado porque depende muito do professor e acredito que do foco da sua aula também. Em minhas 8 semanas de Stafford House, na aula da manhã, eu tive 3 professoras diferentes e cada uma tinha seu método e seu jeito de ensinar (não vou citar nomes, acho indiferente esse detalhe). Acredito que toda essa mudança foi no começo quando eles ainda estavam estruturando as salas e os níveis, porque desde a minha terceira semana eu estive com a mesma professora (manhã e tarde). Mas acho que cada professor tem seu método de ensino em qualquer lugar do mundo! A professora que eu estive durante mais tempo eu fiquei muito satisfeita com o método dela – ela tem um método mais teórico, explicativo e depois fazíamos os exercícios para reforçar o que foi aprendido (já outra professora que tive, era mais pelo método “fazer para aprender”, então ela explicava rapidamente a teoria e você ia aprendendo com a quantidade de exercícios.) E sobre a conversação eu também fiquei bastante satisfeita porque ela sempre fazia a gente falar, fazer exercícios, conversar, se comunicar de alguma forma – e isso foi muito bom pra mim, porque mesmo eu estando em um nível intermediário, via que eu conversava mais/melhor que pessoas que estavam em níveis acima do meu. Mas, como falei, acho que isso vai de professor pra professor! 😊

Cada sala tem sua televisão-quadro-touchscreen, onde tinha o livro digital e o professor utilizava como um quadro para repassar as explicações. No geral, acredito que todos os professores usufruem bastante dessa tecnologia porque facilita bem nas aulas – eu, particularmente, achei bem moderno porque nunca tinha visto nada disso no Brasil (formei lá em 2009 e minha faculdade não tinha disso também).

Uma coisa que eu acho que tenho o direito de afirmar e tranquilizar os futuros alunos da Stafford é: fiquem tranquilos porque na Stafford House você não será “só mais um” para os professores! Eles realmente estão preocupados com seu aprendizado. Falo isso porque toda sexta feira tínhamos uma graduação com os alunos da semana, e cada professor vai lá na frente e entregava o certificado pro aluno (geralmente o aluno se dispõe a falar algumas palavras de agradecimento – todo mundo espera que você faça isso, mas é opcional, você não é obrigado se não quiser) e é muito legal escutar esses discursos onde, geralmente, todos os alunos falavam que tinham o “melhor professor”. Todos demonstravam ser sinceramente gratos por todo o aprendizado que eles transmitiam, sabe?

 

Sobre os cobranças/provas

Toda segunda feira nós tínhamos uma prova com o conteúdo da semana anterior. Sendo que, uma semana era uma espécie de quizz – um teste de múltipla escolha com gramática e vocabulário e, geralmente, eram sobre 2 unidades. E na outra semana era uma prova mais completa com tudo que estávamos em sala: gramática, vocabulário, listening, speaking e writing, e, costumava ser somente uma unidade. Os testes eram intercalados,  então a cada semana era um teste diferente.

Eu gostei muito de fazer as provas porque assim a gente conseguia saber como estávamos indo com a matéria e podíamos ver as nossas melhoras e onde precisávamos nos esforçar mais – e as professoras que eu tive foram muito atenciosas na questão de revisão, por exemplo, então basicamente quando chegava domingo eu só tinha que rever um pouco a matéria e não precisava perder todo o final de semana estudando para a provinha. 😊

 

Sobre dever/homework/atividades para casa

Acho que se eu não tive dever 2 dias durante todo o período foi muito. Costumava ter atividades para casa simples mas que ajudavam muito a fixar o conteúdo aprendido em sala de aula aquele dia – geralmente, o professor tem um livro com exercícios extras sobre cada unidade e isso era o nosso dever. De vez em quando dava um pouco mais de trabalho, mas na maioria dos dias foi muito tranquilo… então não preocupe, você não irá perder seus dias de passeio para ir para casa fazer as tarefas! Ah, e sem contar que sexta feira a partir do 12h ninguém tem aula, então é um excelente dia pra programar passeios mais longos. 😉

 

Atividades extraclasse

A Stafford tem um mural com todas as atividades extraclasse que eles programam para a próxima semana. Esse quadro está sempre cheio, o que é bem legal! Confesso que eu não fiz nenhuma atividade porque geralmente eu já tinha compromisso ou então não me interessava mesmo. Então, não consigo dar maiores informações sobre como funciona, se é bom, se o suporte é legal (acredito que sim, porque o Sam, que toma conta dessa parte, é muito animado e muito solícito pra QUALQUER coisa!).

Eu já vi que eles tentam diversificar bastante essas atividades… já vi arco e flecha, passeios em Scarborough Bluffs Park (fica a dica desse lugar porque é LINDO!), jogo de futebol, beisebol, festas e outros. E você pode acompanhar as próximas atividades pelo site também clicando aqui. Eles tentam postar fotos das atividades no Facebook, a página deles é esta.

 

Como são as aulas da tarde

O que vai depender se você vai ou não ter as aulas no período da tarde é o tipo de curso que você contratou: padrão, intensivo ou super intensivo (por exemplo). Depois disso, no seu primeiro dia de aula, após fazer a exame oral, o responsável irá lhe sugerir alguma opção de aula (no meu caso, foi indicado o Foco em Comunicação 2), mas depende muito! Eu não sei a lista completa de aulas e tudo depende do seu objetivo, mas eles tem aula de pronúncia, para melhorar a escuta, níveis diferentes de conversação… no seu primeiro dia de aula eles irão te repassar tudo! Ou, se você tiver interesse antes de chegar, você pode mandar um e-mail ou falar com eles através do Facebook..

 

Essas são as informações que eu acredito que sejam relevantes quando você vai procurar alguma escola para estudar um idioma em outro país. Algumas pessoas me pediam “dicas” ou “curiosidades”, e está aqui tudo o que eu posso dizer sobre a escola. Caso tenham alguma dúvida específica que eu não abordei e vocês acham que eu posso ajudar, fiquem a vontade nos comentários. Mas peço para que leiam o meu antigo post também! 😊

PS: eu não sei qualquer informação sobre nenhuma outra escola de Toronto. Caso você tenha curiosidade sobre a Stafford, espero que meu post tenha lhe ajudado!

Para quem está procurando uma escola, acredito que você deva incluir a Stafford House em Toronto na sua lista. Realmente é um lugar para se lembrar e eu já estou sentindo saudades de lá! ❤ Se eu tiver uma oportunidade para fazer outro intercâmbio, com certeza optarei em fazer em alguma unidade da Stafford House Internacional. Foram 8 incríveis semanas que eu vou lembrar para sempre!

Caso você tenha alguma dúvida que eu não respondi, fique a vontade nos comentários!

Até a próxima, pessoal 😊

5 comentários em “Stafford House em Toronto – Parte II

  1. Ana amei o blog! Encontrei enquanto pesquisava sobre a Stafford, vou pra Toronto em Setembro e também estudarei lá, e graças a você muitas dúvidas em relação a hospedagem, escola, passeio, Homestay, etc foram esclarecidas. Por favor faz um post detalhado sobre sua mala, vou no outono e acho que o clima deve ser parecido com a primavera, fico muito confusa sobre quanto e o que levar! Bjos

    1. Oi, Emanuelle! Que bom que gostou do conteúdo do blog! 🙂
      Vou providenciar um post sobre isso, tá bom? É uma boa ideia mesmo porque antes de ir eu li muita coisa e chegando aí eu fui surpreendida com alguns detalhes. Obrigada pela sugestão!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *